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Rosângela Trajano

 

Meu cajueiro

 

Ele era enorme

Galhos espalhados

Por todos os lados

Muitas folhas no chão

Cajus bem amarelinhos.

 

Eu todo molhado

Sujo de nódoa de caju

Com os olhos apertadinhos

As mãos para trás

Cabisbaixo

Com medo do carão

Que ia levar.

 

 Meu cajueiro

Aonde os pintinhos

Gostavam de ficar

As galinhas

Gostavam de ciscar.

 

Tinha um balanço

Eu me balançava

Pra lá e pra cá

Como eu amava

Nele me balançar.

 

Mas um dia o cupim

Que destrói tudo

Matou meu cajueiro

E uma dor sem fim

Alojou-se no meu peito

Eu não tenho mais

Meu companheiro.

 

Figura1 figura2